Patuá e a Cereja



 

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“Um ato de esfolear o corpo da casa, fazendo aparecer as camadas de tintas e cores, como se o tempo parasse: missão impossível.
Buscando por caminhos tortuosos, febris e enervantes, damos de cara com a parede, colamos tecidos, camadas de cola e esperança, decalcamos e pintamos tudo, camada sobre camada, como as horas que tentamos parar, uma sobre as outras envoltas em seu tempo, poeira, amor, tristeza, dias e noites. O tempo espreita, não pára, o impossível vai se transformando em objetos, painéis do tempo, da solidão e por vezes, arte. Missão quase possível reverter em cores e senhas toda essa tralha, a canseira e a cegueira humana de não querer ver, sentir a brisa de vida que sopra pela janela desta casa, a “casa do fantasma”.
Esta é a hora de nascer ou morrer, como quase tudo no mundo roda veloz, não espere o ponteiro girar, entre na engrenagem, seja o pino que for ou a carne e o sangue que lubrifica esta bola e a faz navegar cercada de infinito e escuridão. Todos dentro ou fora, acima ou abaixo, na condição que foi nada; uns lado a lado, outros espremidos, soterrados, sobrevivendo por dias e noites, incertezas, vislumbres de fé, depressões e VIDA, muita vida ardendo nas retinas.
Fazer arte, fazer vida, fazer tempo, nada a fazer.”

Fernando Lucchesi


 02/06/2010      Publicado por Fernanda Patuá

 

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